Oi pessoal.
Todos viram este vídeo? Está no material da aula de 09/agosto. Foi mostrado na sala de aula? Achei engraçadíssimo!! Alguém sabe que língua eles estão falando?
De qualquer forma, é interessante quando a gente pensa no assunto... Como algo tão simples como ler um texto pode ser confuso quando se usa novas tecnologias. Fora que o que é óbvio para uns pode ser muito complicado para outros. A gente tem que deixar tudo o mais intuitivo possível e pensar nos diferentes tipos de usuário. A minha mãe, por exemplo, está acostumada a abrir o excel e clicar direto nos arquivos dela a partir dos "Recent Documents". Mas se alguém abre vários arquivos de forma que os dela não apareçam mais na lista, ela já diz que eles "sumiram" e não consegue mais encontrá-los. Já a ensinei várias vezes a procurá-los no Explorer, mas ela sempre esquece como fazer isso...
E vocês? O que acharam do vídeo?
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
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3 comentários:
Oi Camilla,
Realmente o vídeo é muito engraçado e o mais impressionante é que ele é real! Esse é um problema geral, que todo mundo tem, de conseguir fazer o usuário "entender" como funciona uma nova tecnologia ou até mesmo como se usa uma nova funcionalidade do sistema. O pessoal de Help Desk sofre...
Claro que nós também sofremos, pois temos que tomar muito cuidado com as interfaces que criamos. Como exemplo posso colocar a empresa que trabalho, onde alguns usuários operam uma funcionalidade do sistema sem mesmo olhar para ela, pois já estão habituados com a quantidade de campos da tela, posição de cada um, qual vem depois de qual, etc, etc. Uma vez mudamos o tab order de uma tela, pois imaginamos que iria ficar melhor para o usuário, mais lógico e tal, e deu um problema enorme: esses usuários que operavam a tela de forma mecânica, quase não conseguiram trabalhar, pois mudamos a ordem dos campos. Nós nunca imaginamos que isso seria tão crítico, mas hoje pensamos bem mais para alterar uma funcionalidade já existente ou criar uma nova interface.
Acho que esses são casos onde os processos ágeis como SCRUM e XP vem a calhar...
Abraço
Oi Anderson.
Acho que nesses casos como o que você citou a divulgação da mudança é importante. Se o usuário já está super acostumada com um certo jeito, você tem que alertá-lo com avisos de "Você sabia??? Isto mudou!! Agora você deve fazer blábláblá".
Aliás, eu até hoje fico me batendo pra fazer as coisas no novo office. Eu já sabia onde ficava tudo no word e agora vivo me perdendo lá dentro. E isso porque sou uma usuária da área. É, usuário também sofre...
O que a Camilla relata é um problema de modelo conceitual inadequado. A gente constrói e refina constantemente e de forma inconsciente modelos mentais sobre aquilo com que nos defrontamos. Os modelos servem para anteciparmos as conseqüências de nossas ações. No caso da mãe dela, provavelmente o problema reside em "pastas dentro de pastas" para o qual não temos um paralelo forte no nosso cotidiano. Não temos uma estante dentro de outra para guardar livros, por exemplo. Os problemas devem diminuir a partir do momento em que ela entende o conceito de hierarquia de diretórios. Talvez dê para traçar um paralelo com com a organização de uma empresa em que temos diretorias, dentro de diretorias gerências e assim por diante. As pessoas dentro de uma empresa são alocados a setores. Elas podem ser realocadas a novos setores, demitidas ("deletadas") da empresa, novas pessoas podem ser admitidas e alocadas a setores,...
O que o Anderson relata é o que o pessoal de usabilidade chama de "memória muscular". De tanto repetir determinadas operações, as pessoas as executam "automaticamente", isto é, sem se concentrar na ação, mas apenas na tarefa que executam. É caso do lápis quando escrevo. Eu me concentro na escrita e não no lápis.
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